∞∞∞ Permanentemente em Reformas ∞∞∞

As dores, as alegrias, meus encontros e desencontros... todos aqui.

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Nome: Jan Michael
Local: Blumenau, Santa Catarina, Brazil

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

A vida é um círculo?

Fernanda Young: Qual o segredo da felicidade?
Paula Toller: Primeiro: não se preocupar demais em se tá feliz ou se não tá. Mas de um relacionamento ser bacana pras duas pessoas passa pelo respeito, pela parceira, pela lealdade... é isso. Caminhar junto sem essa ilusão da grande paixão e da chama, chama, chama que não dá espaço pras horas de tédio, conflito... tem que gostar disso tudo.
FY : ...inclusive de ficar de saco cheio.

Há quase dois anos atrás eu terminava um post com uma citação que falava de relacionamentos e agora [re]começo com uma do mesmo naipe. Talvez a vida seja um círculo...

Há dois anos atrás eu apenas refletia sobre relacionamentos e agora além de refletir, vivencio um. As coisas vêm mudando e a vida está se tornando do jeito que eu quero que ela seja.

Transcrevi acima um trecho do programa da Fernanda em que a Paula participou. Elas entraram no assunto quando a apresentadora pede que a cantora explique a letra de ‘grand’ hotel’, música que ela ouve todos os dias, segundo a própria.

Penso que isso que elas falam faz sentindo. Tudo passa depressa e só o que é novo causa alguma excitação. A vontade de contemplar o conhecido deve ser maior que a fome pela novidade. É como ver o mesmo filme inúmeras vezes e sempre perceber algo que havia passado despercebido anteriormente. Quem tem aquele ‘filme de estimação’ sabe do que eu tou falando.

Estou gostando de ter intimidade com alguém. Sinto-me bem com isso. Ponto final.

“Não é bem felicidade, mas ainda fico afim”
(Pega Vida, Kid Abelha)


http://www.youtube.com/watch?v=G-um2CAd7jI

Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

O sexo e eu!

É incrível o poder que boas estórias exercem sobre mim. Podem ser visuais ou escritas. Elas me absorvem de tal modo que quando acabam é como seu estivesse sendo expulso do paraíso. Sinto-me totalmente deslocado.

Passei os últimos dias assistindo a todas as temporadas de sex and the city. É incrível como os questionamentos e os comportamentos esperados numa relação podem ser tão semelhantes mesmo entre pessoas de culturas diferentes.

Acredito que os “bons modos” podem ser totalmente distintos entre si, porém o que se passa dentro de cada um frente ao que se espera de um relacionamento pode ser bem semelhante de um modo geral. O que todo mundo precisa de verdade é amor, atenção, compreensão, respeito, etc. Esses sentimentos todos que dinheiro algum compra.

Levando em consideração os posicionamentos dentro dos relacionamentos e as personagens da série, sou totalmente Samantha Jones. Gosto de pessoas que sabem falar abertamente sobre sexo e não têm vergonha disso. Penso que se há desenvoltura pra falar sobre isso naturalmente, haverá também desenvoltura para falar sobre qualquer outro assunto.

Frase que mais me fez rir: “My vagina is depressed”. Acredito que meu pênis nunca sofrerá de depressão como a vagina da Charlotte. [Risos]

O que mais me fez pensar foi o seguinte (dando uma de Carrie Bradshaw agora): É possível alguém ter um Mr. Big na vida? Uma pessoa consegue manter um sentimento tão intensamente por alguém que ela continua abalada pela pessoa mesmo tanto tempo depois? Seria esse sentimento diferente de todos os outros? Ou seja, o amor verdadeiro, ou sabe-se lá o nome que tem, não precisa de manutenção? Ele é auto-suficiente?

Quem sabe todas essas perguntas somente eu poderei responder. Talvez seja a sintonia do casal que faça as coisas ser como elas são. E depois nem tudo o que parece é, como exemplifica muito bem a Carrie:

“That’s the thing about relationships:
sometimes they look prettier from the outside.
And what’s inside can be different than it seems.”

Domingo, Janeiro 28, 2007

Quando o errado está certo.

Vitória era uma menina de classe média. Teve uma educação conversadora e desde cedo foi incentivada a esperar pelo seu grande amor para enfim se entregar. Seguia à risca os conselhos de sua mãe.

Fiel aos conselhos maternos, ela sentia que se desrespeitava. Já tinha 17 anos, todas as amigas trocando experiências e dúvidas em relação ao sexo e Vitória sem ter o que dividir. Mesmo com vontade, os meninos só eram permitidos a beijá-la, nada mais. As mãos não podiam sair de sua cintura.

Por não poder compartilhar com as amigas as experiências sexuais que não ela tinha, Vitória era reclusa. Preferia ficar trancada em seu quarto lendo, entrando em histórias que não eram a sua, a ficar se sentir deslocada entre as amigas.

Certo dia alguém indicou à menina-sem-ter-o-que-contar um livro chamado a casa dos budas ditosos. Mesmo ouvindo com indiferença as explanações sobre o enredo ficou curiosa para saber o quão libertina uma pessoa pode ser. Na verdade, ele começava a ser se questionar se não estava sendo antiquada.

Já nas primeiras páginas ficou horrorizada com as experiências super extravagantes de apenas uma só pessoa. Era demais para ela! Porém algo dentro de Vitória a instigava a continuar a leitura.

O número de páginas já lidas pela garota iam aumentando e as atitudes sexuais daquela mulher já não a assustavam mais. Pelo contrário, até a instigavam.

Certo dia ela beijava o menino que por muito tempo desejou em segredo. Dado momento ele desliza suas mãos pelo corpo de Vitória e garota pela primeira vez permite-se ser tocada. Aqueles toques lhe propuseram um prazer nunca antes experimentado.

Naquele dia Vitória burlou os conselhos da mãe e se entregou ao rapaz. Por nenhum segundo se arrependeu. Ela apenas fingia não ter acontecido nada para a mãe.

No dia seguinte Vitória já se sentia realmente parte da turma e agora divide com as amigas suas experiências. Durante um curto período de tempo ainda saiu com o menino que abriu para ela a porta dos prazeres sexuais, porém aquela leitura a fez desejar mais e assim o fez. Tornou-se amiga íntima da Luxúria.

E o príncipe encantado? Bom, nunca mais esperou por ele. Quem sabe em algum momento o encontre casualmente por aí e sejam felizes para sempre. Quem poderá saber?

“E a quinta geração de puritanos, se não for obscenamente depravada,
é idiota. Por isso, você tem de escolher.”
(D.H. Lawrence)

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Seja bem-vindo, 2007!

Enfim, o ano novo chegou. De onde estamos parece que vai demorar muito ainda para um outro ciclo começar, mas quando 2008 adentrar a porta de 2007 nós iremos mais uma vez nos perguntar com aquela cara de espanto de sempre ‘Passou rápido, né?’

Agora nossos objetivos começam a bater a porta dos nossos sonhos a fim de se tornarem realidade concreta. O que você tem feito por eles?

Deixar para começar amanhã é se anular, morrer um pouco mais. Sem um ideal a conquistar o vento te leva para onde ele estiver indo e nem sempre o caminho que ele vai seguir é o mesmo que você deseja percorrer.

Nos instantes que antecedem o suspiro final você vai se perguntar ‘O que eu fiz da minha vida? Valeu à pena?’ e eu vou sinceramente esperar que você fique orgulhoso de você mesmo nesse momento.

Venho sentindo a necessidade de me emancipar. Neste ano vou começar a me preparar para isso. Meus pais, tios e tias só saíram de casa para casar. Não quero depender de um motivo ‘externo’ para isso. I can make it alone!

Há duas canções que melhor expressam meu momento: Jump, da Madonna e Unwritten, da Natasha Bedingfield. A primeira é popularíssima, a segunda, nem tanto. Aliás, Unwritten está concorrendo ao Grammy como melhor canção pop. O que é um feito, já que o álbum da Madonna também poderia estar concorrendo com alguma canção nessa categoria. Abaixo segue um trecho da letra traduzida pelo impagável Mr. Mendes. Obrigado, Alex!

Liberte sua inibição
Sinta a chuva na sua pele
Ninguém mais pode senti-la por si
Apenas você pode deixá-la entrar
Ninguém mais, ninguém mais
Pode falar as palavras em seus lábios
Encharque a si mesmo em palavras não ditas
Viva a sua vida com braços largamente abertos
Hoje é quando seu livro começa
O resto está ainda em branco

Que esta canção te inspire a fazer deste ano que acaba de começar um período cheio de realizações positivas!

Feliz 2007!

Domingo, Dezembro 17, 2006

Ufa! Posso respirar de novo! \o/

Domingo, 17 de dezembro de 2006.

Diário,

Hoje pela manhã ao acordar, como todas as manhãs, fui diretamente ao banheiro escovar meus dentes e tomar um banho. Quando me observei no espelho disse a mim mesmo “Jan, por favor, volte a dormir! Suas olheiras estão horríveis! Vá cuidar delas, vá!”

Opa!

Esse não é meu diário, não. Não os escrevo. Não os tenho. Não gosto de escrever à punho. E depois, não tenho paciência pra fazer um relatório desse tipo. Comecei desse jeito porque hoje escreverei um texto mais “diário”. Gosto de focalizar uma experiência ou pensamento que tenho para compor meus escritos, ou então, transformá-los em estórias para que ninguém se sinta incomodado em ser assim tão íntimo de mim. E depois, gosto de fazer as mesmas coisas de um jeito diferente para me enganar pensando que ‘saí’, por alguns momentos, do habitual. E depois também, fiquei um bom tempo afastado devido o meu relatório de estágio. Viu? O relatório foi uma maneira diferente de escrever as mesmas coisas de sempre! [risos]

Por falar em relatório, acredito que sempre acontece, ao menos com a maioria dos formandos, aquele frio na barriga com medo do futuro. Lembro bem do meu professor de administração no primeiro semestre do curso dizendo que ao nos formarmos teríamos de ter um plano de ação a fim de reaver todo o dinheiro investido na faculdade. A formatura parecia algo tão distante... A questão é que depois de alguns desencontros já sei o que quero. Ao menos para uns dois ou três anos. É ótimo saber onde se quer chegar. Para mim, isso é confortante.

Natal taí e nessa época eu sempre me sinto um pouco incomodado por não compartilhar com ninguém esse espírito natalino que todo ano tentam vender pra mim. Ah, essa data é só pro comércio vender mais Barbies e bonecos dos Power Rangers! A única coisa que me agrada é a decoração da época [e isso nem é unânime]. Esse espírito de fraternidade, solidariedade e blá blá blá que as pessoas absorvem da noite pro dia no final do mês de novembro deveria acontecer o ano todo e é que tento fazer. Está bom, né? Há alguma razão especial pra se enfatizar tanto, haver tanta vangloriação em torno disso agora no fim do ano?

Há alguns anos, não sei precisar quando exatamente, prometi a mim que jamais passaria a virada do ano em família. Desde então tenho passado agradáveis revéillons. Família assim como pode ser uma benção, pode ser uma tortura também. E a minha, tá mais pra tortura infelizmente.

Final de ano pra mim é sempre um momento de balanço, prós e contras, erros e acertos. Hora de traçar novos planos e acolher com carinho as lembranças boas e ruins do que passou. Preciso registrar em algum lugar meus planos para sempre estar ciente deles e ao menos tempo estar sempre visando a conquista. Quero também escrever algo para mim mesmo aos 40, 50, 60... uma atitude bem “Minha vida sem mim”. Bom, vou lá...

Feliz natal pra todo mundo!
Seja lá qual significado tenha essa data pra você.

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Apenas tirando o pó...

Um comentário anônimo fez com que eu lembrasse do meu blog! [risos]

Meus dias têm sido de dedicação total ao meu relatório de estágio que quer me enlouquer. Estou com vontade de queimar todos os computadores do mundo, cometer homicídios, coisas absurdas como essas, só pra não ter que pensar na palavra estágio.

Tenho algumas idéia de textos elaboradas na cabeça, mas tempo pra escrever que é bom, nada! O melhor é saber que um dia isso tudo acaba... \o/

"And you wake up, and tomorrow is today"

Hold On!

Sábado, Novembro 18, 2006

Será que a Perfeição morreu? Será que a perfeição tá morta?

Era uma vez um hipocondríaco. Gustavo era um homem muito culto e tinha um trabalho invejável. Apesar de todo o conhecimento, ele jamais saiu de casa sem uma mini farmácia dentro de sua maleta. Certo dia ele ficou transtornado aos ler os jornais que diziam: “Protejam-se! Protejam-se! Foi descoberto um vírus destruidor chamado Perfeição!”

Ao ler essa notícia Gustavo decidiu não sair mais de casa. Naquele mesmo momento fechou todas as portas e janelas para evitar que o vírus da perfeição pudesse encontrá-lo. Gostava de ser quem era. Deixou somente a tv e a internet ligadas para conseguir maiores informações sobre a nova doença e quais as possíveis formas de curá-la.

A perfeição faria com todas as pessoas contaminadas não mentissem ou não praticassem atos ilícitos ou não fumassem ou não comessem fast-food ou não bebessem bebidas alcoólicas. Em cada qual, a doença se manifestaria de um modo diferente. Em todas as pessoas infectadas um sentimento de felicidade se instalaria todo o sempre.

O conselho de ética mundial ficou extremamente preocupado com tal informação e ordenou que todos os laboratórios e cientistas do mundo encontrassem uma solução para esse problema o quanto antes. Ele tinha a certeza de qualquer fosse a maneira que o vírus afetasse as pessoas, o capitalismo seria o maior atingido.

Gustavo passou dias com a tv ligada e em frente ao computador com uma xícara de café sempre cheia ao lado. Não dormia, apenas cochilava. Não queria ser vítima da perfeição. Depois de tanto procurar encontrou o anúncio de um laboratório na Internet: “procura-se voluntários para testar nova vacina contra a Perfeição! Para obter maiores informações ligue para 0800 708090”. Ele chorou de alegria, agradeceu aos céus e ainda chorando ligou no mesmo momento para o telefone informado. Passou por todas as exigências e no dia seguinte estava no laboratório para os testes.

Os testes funcionariam desta forma: Gustavo deveria ser vacinado contra um dos 7 pecados capitais. Quimicamente eles foram transformados em vacina depois que os cientistas observaram quais são as reações do corpo humano sob a vigência desses sentimentos. Ele deveria tomar uma vacina que equiparasse com os demais pecados capitais, aquele pecado que se sobressaísse, ou seja, o erro que Gustavo está sempre mais pré-disposto a cometer. Depois de conversas com psicólogos, ele estava dividido entre 2 dos 7: Lúxuria e Gula. Pensou, pensou e pensou. Concluiu que precisava equiparar a Gula com os demais, pois a Luxúria é um pecado que só exerce quando não está se relacionando amorosamente com alguém. E você, no lugar de Gustavo, qual vacina precisaria tomar?

Há duas coisas que a experiência deve ensinar:
a primeira é que se torna indispensável corrigir muito;
a segunda é que se não deve corrigir de mais
Eugène Delacroix