Quando o errado está certo.
Vitória era uma menina de classe média. Teve uma educação conversadora e desde cedo foi incentivada a esperar pelo seu grande amor para enfim se entregar. Seguia à risca os conselhos de sua mãe.
Fiel aos conselhos maternos, ela sentia que se desrespeitava. Já tinha 17 anos, todas as amigas trocando experiências e dúvidas em relação ao sexo e Vitória sem ter o que dividir. Mesmo com vontade, os meninos só eram permitidos a beijá-la, nada mais. As mãos não podiam sair de sua cintura.
Por não poder compartilhar com as amigas as experiências sexuais que não ela tinha, Vitória era reclusa. Preferia ficar trancada em seu quarto lendo, entrando em histórias que não eram a sua, a ficar se sentir deslocada entre as amigas.
Certo dia alguém indicou à menina-sem-ter-o-que-contar um livro chamado a casa dos budas ditosos. Mesmo ouvindo com indiferença as explanações sobre o enredo ficou curiosa para saber o quão libertina uma pessoa pode ser. Na verdade, ele começava a ser se questionar se não estava sendo antiquada.
Já nas primeiras páginas ficou horrorizada com as experiências super extravagantes de apenas uma só pessoa. Era demais para ela! Porém algo dentro de Vitória a instigava a continuar a leitura.
O número de páginas já lidas pela garota iam aumentando e as atitudes sexuais daquela mulher já não a assustavam mais. Pelo contrário, até a instigavam.
Certo dia ela beijava o menino que por muito tempo desejou em segredo. Dado momento ele desliza suas mãos pelo corpo de Vitória e garota pela primeira vez permite-se ser tocada. Aqueles toques lhe propuseram um prazer nunca antes experimentado.
Naquele dia Vitória burlou os conselhos da mãe e se entregou ao rapaz. Por nenhum segundo se arrependeu. Ela apenas fingia não ter acontecido nada para a mãe.
No dia seguinte Vitória já se sentia realmente parte da turma e agora divide com as amigas suas experiências. Durante um curto período de tempo ainda saiu com o menino que abriu para ela a porta dos prazeres sexuais, porém aquela leitura a fez desejar mais e assim o fez. Tornou-se amiga íntima da Luxúria.
E o príncipe encantado? Bom, nunca mais esperou por ele. Quem sabe em algum momento o encontre casualmente por aí e sejam felizes para sempre. Quem poderá saber?
“E a quinta geração de puritanos, se não for obscenamente depravada,
é idiota. Por isso, você tem de escolher.”
(D.H. Lawrence)
Fiel aos conselhos maternos, ela sentia que se desrespeitava. Já tinha 17 anos, todas as amigas trocando experiências e dúvidas em relação ao sexo e Vitória sem ter o que dividir. Mesmo com vontade, os meninos só eram permitidos a beijá-la, nada mais. As mãos não podiam sair de sua cintura.
Por não poder compartilhar com as amigas as experiências sexuais que não ela tinha, Vitória era reclusa. Preferia ficar trancada em seu quarto lendo, entrando em histórias que não eram a sua, a ficar se sentir deslocada entre as amigas.
Certo dia alguém indicou à menina-sem-ter-o-que-contar um livro chamado a casa dos budas ditosos. Mesmo ouvindo com indiferença as explanações sobre o enredo ficou curiosa para saber o quão libertina uma pessoa pode ser. Na verdade, ele começava a ser se questionar se não estava sendo antiquada.
Já nas primeiras páginas ficou horrorizada com as experiências super extravagantes de apenas uma só pessoa. Era demais para ela! Porém algo dentro de Vitória a instigava a continuar a leitura.
O número de páginas já lidas pela garota iam aumentando e as atitudes sexuais daquela mulher já não a assustavam mais. Pelo contrário, até a instigavam.
Certo dia ela beijava o menino que por muito tempo desejou em segredo. Dado momento ele desliza suas mãos pelo corpo de Vitória e garota pela primeira vez permite-se ser tocada. Aqueles toques lhe propuseram um prazer nunca antes experimentado.
Naquele dia Vitória burlou os conselhos da mãe e se entregou ao rapaz. Por nenhum segundo se arrependeu. Ela apenas fingia não ter acontecido nada para a mãe.
No dia seguinte Vitória já se sentia realmente parte da turma e agora divide com as amigas suas experiências. Durante um curto período de tempo ainda saiu com o menino que abriu para ela a porta dos prazeres sexuais, porém aquela leitura a fez desejar mais e assim o fez. Tornou-se amiga íntima da Luxúria.
E o príncipe encantado? Bom, nunca mais esperou por ele. Quem sabe em algum momento o encontre casualmente por aí e sejam felizes para sempre. Quem poderá saber?
“E a quinta geração de puritanos, se não for obscenamente depravada,
é idiota. Por isso, você tem de escolher.”
(D.H. Lawrence)


9 Comments:
Li esse livro ano passado e amei!
Aliás muito bom o post!
beijos
Este livro é uma boa leitura! Nada de mais, só o que se passa no inconsciente do desejo.. e na realidade da luxúria!
Bom texto, Jan! Gosto ainda mais das referências que traz ao pé deles... sempre inspiradoras! [rs]
Abraços!
Post interessante. Tem algo haver com o autor do blog ?! ihi ihi h. Ao menos parece um pouco, ainda mais se tratando de ser amigo da Luxúria!
:-)
uma ótima semana pra vc
;*
Hum, muito bom. Agora tô com medo de ler este livro, hahahaha.
Oh Jan, que sodades docê!!
Como sempre um texto que nos deixa curiosos, nunca me interessei por esse livro, mas como o camaradinha do comentário acima, também fiquei curiosa. Grata por nos estimular na leitura. Abraços.
fala rapaz.....eu nunca cheguei a ler esse livro, apesar de ter ouvidos boas críticas em relação a peça de teatro baseada nele....abraços
jan, belo conto! de um erotismo quase pueril...
já li 'a casa..." ótimo! gosto de "sacanagens",tipo a personagem transar com o irmão.
e você???
bom carnaval!
tertu
me desculpe a má educação, não pensei em outro jeito de divulgar meu blog já que sou novato.
li seu artigo,
deve ser um livro interessante e vou me lembrar de fazer essa leitura futuramente, porem acho que ainda sou fã do romantismo.
outra vez minhas desculpas pela indelicadeza.
adorei o comentário do Lawrence, de que livro é?
e essa história tá com a maior cara de experiência vivida... rsrsrrs
beijo!
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